15 de março de 2015

Resenha: Cidades de Papel - John Green


 Antes de começar essa resenha preciso avisar vocês de uma coisa: meu escritor favorito é o John Green, então talvez eu não seja a pessoa mais confiável pra falar de qualquer coisa relacionada à ele, mas vamos lá.

 A cada livro que leio dele ele se torna uma inspiração maior pra mim, porque além de seus livros, sou simplesmente apaixonada pelo seu canal no youtube (Vlogbrothers) e o trabalho que ele faz com os Nerdfighters.

 Eu fiquei animada pra ler esse livro por conta do filme que sairá em Julho, mas se eu soubesse que ia gostar tanto, teria lido antes.

 Mas antes de falar mais sobre minha opinião, vamos falar sobre a história do livro.

Minha fanart preferida de todos os tempos
 Nosso protagonista é Quentin Jacobsen (apesar de que na maior parte do livro o personagem é chamado pelo seu apelido “Q”), um adolescente comum que tem uma paixão platônica pela sua linda e misteriosa vizinha, que também foi amiga de infância, Margo Roth Spiegelman. Depois que cresceram cada um seguiu seu caminho, porém Q continua apaixonado pela garota mais popular da escola. Até que numa noite que poderia ter sido qualquer, Margo aparece na janela de seu quarto o chamando pra participar de um plano mirabolante de vingança e ele aceita.

 Depois disso, Q pensa que eles voltarão a ser amigos, mas no dia seguinte quando chega a escola descobre que Margo sumiu, porém ele está certo de que a mesma deixou pistas de seu paradeiro e começa a segui-las e assim, realmente conhecer quem é Margo Roth Spiegelman.


 Muitos podem dizer que a história não faz sentido, ou é muito viajada e obcecada, mas eu não penso assim, acho que o protagonista só está atrás de uma pessoa que importava muito pra ele. A paixão dele por ela é tão real, na minha opinião não é nada exagerado, é bonito.

 A história é inteira boa, ela nunca decai, e apesar do ritmo frenético de algumas partes, o livro flui de uma maneira calma, típico John Green. O livro mostra que mesmo negando mil vezes, fazemos qualquer coisa pelas pessoas que amamos. 

 Além de tudo as referências do autor são fantásticas, tanto de e livros como de músicas (ouçam Stars Fell in Alabama, estou apaixonada por essa música).

 Agora os personagens.


 Como sempre os personagens do John Green não deixam a desejar, todos são muito reais, pessoas são imprevisíveis e tediosas, e nos livros dele temos personagens de todos os tipos, que poderiam realmente existir. E as relações de amizade na história são tão lindas!

 O Ben e o Radar, que são os melhores amigos do Q, são demais, eles são muito engraçados e com certeza entraram pra minha lista de personagens preferidos.

 Eu não tenho uma opinião concreta sobre a Margo, simplesmente não sei o que achar dela, mas compreendo a maioria de suas atitudes, os pais dela são terríveis e acho que isso é um dos motivos dela ser como é.

 Nas primeiras 23 páginas eu já estava me identificando com o protagonista, e ao final da leitura eu posso afirmar que o Quentin é a minha versão masculina hahaha. Geralmente eu não gosto de personagens muito parecidos comigo, mas com o Q foi diferente, eu entendia ele.


 Apesar de muitos não gostarem do final, eu achei aceitável, acho que o escritor não deixou em nenhuma parte do livro explicito o rumo que a história estava tomando, o que faz muitas pessoas se decepcionarem com como acabou, mas mesmo não sendo o melhor final do mundo, eu até que gostei. 

 Esse livro reforçou o meu pensamento de que todos temos uma imagem do que outra pessoa é, mas nunca chegamos perto de quem ela realmente é.


 Bom, agora que já li A Culpa é das Estrelas e Cidades de Papel, minha próxima leitura do John Green será Looking for Alaska (meu primeiro livro em inglês \o/). 

 *Resenha em vídeo só depois do lançamento do filme ;)

Autor: John Green
Páginas: 368
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção norte-americana, YA
Estrelas: ★★★★★